Caminhando nas praia,
numa tarde de lua cheia,
avistei uma concha na areia.
Ela era tão pequena
e ao mesmo tempo tão detalhada.
Peguei-a na mão
e ela tinha todas as respostas.
Para se configurar daquela maneira,
levou pouco mais de centenas de anos,
e lá estava ela,
onde a vida havia lhe deixado.
Seu destino era estar lá para mim, ou não.
E ela tem um par, mas estava só.
Nela encontrei todas as respostas.
Num pequeno vilarejo a beira da praia, minha vida vai se configurando, num fluxo que ainda está além de minha compreensão. E assim acho que é a vida quando partindo de um propósito maior, deixamos que ela própria nos guie pelo caminho que temos de ir. É uma especie de entrega, agregada à vontade.
Neste pequeno lugar a dinâmica da vida mostra quão misterioso e simples são os caminhos... há uma senhora tão pequena quanto o lugar, que passeia pelas ruas a observar e quando alguém se aproxima com um pedido, ainda pode contar pequenos segredos sobre nossas vidas. Também tem um homem que todas as tarde percorre a praia com um detector de metal... estará ele atrás de um tesouro perdido? Também tem um e muito outros pescadores que no calado entardecer vão cumprir seus destinos de aguardar pela vinda dos peixes, pobres ou famintos. E também tem uma jovem, que lutando sempre para ser feliz, encontrou seu conforto interior nos braços da maior das mães. Ela brilha e caminha iluminando os lugares por onde passa.
E eu fico feliz de ver que a vida pode ser tão simples e tão plena num pequeno vilarejo.
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